Uma semana depois do jogo entre Corinthians e vasco-RJ no estádio de São Januário no Rio de Janeiro torcedores corintianos ainda relatam o despreparo, a brutalidade e a postura criminal de alguns Policiais Militares Carioca que participaram da escolta e policiamento da torcida corintiana no jogo.
Essa denuncia partiu de um torcedor corintiano que esteve na caravana com as torcidas organizadas do Corinthians rumo a São Januario. A denuncia foi feita para o Blog do Perrone no dia 5/10/2011 - 15:28h.
O blog recebeu denúncias de corintianos contra a PM do Rio de Janeiro. A mais grave delas foi feita pelo torcedor Júnior Moreira. Ele afirma que três policiais cobraram propina para liberar o ônibus de seu grupo para seguir viagem de volta para São Paulo, na Dutra.
Segundo ele, os PMs alegaram que o ônibus não tinha lista de passageiros, por isso seria apreendido, a menos que cada torcedor desse R$ 10. De acordo com Júnior, foi feita uma vaquinha e R$ 150 foram entregues para liberar o veículo.
O caso teria ocorrido depois das 23h36, quando Júnior alega que o grupo foi retirado do restaurante em que jantava por um PM armado com um fuzil. O torcedor enviou ao blog comprovante do pagamento no estabelecimento,localizado em Resende-RJ, com o horário registrado. Também informou a identificação do carro de polícia dos supostos infratores: M-521292.
Os dados podem ajudar as autoridades a investigarem as acusações. O blog entrou em contato com a assessoria de imprensa da PM do Rio de Janeiro que alegou desconhecer essa e as outras denúncias de torcedores questionadas pelo blog. Afirmou ainda que o comando aguarda denúncia formal para poder tomar providências.
Leia abaixo o relato de Júnior e, em seguida, a resposta dada pela assessoria de imprensa da PM ao blog.
“Chegamos por volta das 12h30 ao Rio. Levaram todos os ônibus para o 4º batalhão, perto de São Januário. Ficamos lá cerca de duas horas. Todos sem poder sair dos ônibus e com a janela fechada. Quando alguém abria a janela eles jogavam spray pimenta.
Foi um cenário de horror, as pessoas vomitando dentro dos ônibus com as janelas fechadas. Os que tentavam colocar a cabeça para fora apanhavam de cacetete.
Depois, eles começaram a enfiar 100 num ônibus só, feito sardinha em lata, para ir até o estádio. Só liberavam outra turma quando o ônibus voltasse. Entrei no estádio no fim do segundo tempo. No final, seguraram a gente e começaram a bater sem motivo.
Quando saímos do estádio, eles mandavam entrar em qualquer ônibus. Se você parasse para procurar o seu eles batiam. Imagine, você veio com um ônibus que saiu do Bom Retiro e entra num que é da Estopim da Fiel, de Diadema, como fica?
A escolta levou os ônibus até a Dutra. A gente não tinha comido e bebido o dia inteiro, só nos alimentamos de spray pimenta. Então, no ônibus em que eu estava, decidimos parar para comer num restaurante da rede Graal. Do nada, apareceu na nossa mesa um policial militar com um fuzil e falou: ‘Que algazarra é essa aqui?’ Respondemos que tínhamos o direito de parar para comer. Ele disse: “Vocês têm cinco minutos para ralarem o peito daqui. Senão, o fuzil vai cantar. E o ônibus não está mais aí na porta, está a dois quilômetros daqui”. Pagamos a conta e andamos dois quilômetros, no acostamento, umas 50 pessoas, debaixo de chuva.
Chegamos lá, adivinhe quem estava nos esperando? O mesmo policial, com o fuzil na mão. Mais dois estavam com ele. Eles tiraram a chave do ônibus, disseram que seria apreendido por irregularidades. Outro policial falou que faltava a lista de passageiros. Claro, tivemos que entrar em qualquer um. Não deixariam a gente seguir, mas se cada um desse R$ 10 eles liberariam. Fizemos uma vaquinha, arrecadamos R$ 150, demos pra eles e fomos entrando no ônibus. Aí o mesmo que entrou no restaurante disse: “Vocês foram muito burros. Mais 15 minutos estariam em São Paulo, aqui dentro do Estado Maior é assim”’.
A resposta da assessoria de imprensa da PM, enviada por e-mail:
“A Assessoria de Imprensa esclarece que os ônibus com torcedores do Corinthians apenas ficaram estacionados na frente do 4º BPM. Toda a escolta foi realizada pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios que desconhece a denúncia. O comandante, no entanto, aguarda denúncia formal das pessoas que se sentiram vitimadas para apurar e tomar as devidas providências.”
Essa denuncia partiu de um torcedor corintiano que esteve na caravana com as torcidas organizadas do Corinthians rumo a São Januario. A denuncia foi feita para o Blog do Perrone no dia 5/10/2011 - 15:28h.
O blog recebeu denúncias de corintianos contra a PM do Rio de Janeiro. A mais grave delas foi feita pelo torcedor Júnior Moreira. Ele afirma que três policiais cobraram propina para liberar o ônibus de seu grupo para seguir viagem de volta para São Paulo, na Dutra.
Segundo ele, os PMs alegaram que o ônibus não tinha lista de passageiros, por isso seria apreendido, a menos que cada torcedor desse R$ 10. De acordo com Júnior, foi feita uma vaquinha e R$ 150 foram entregues para liberar o veículo.
O caso teria ocorrido depois das 23h36, quando Júnior alega que o grupo foi retirado do restaurante em que jantava por um PM armado com um fuzil. O torcedor enviou ao blog comprovante do pagamento no estabelecimento,localizado em Resende-RJ, com o horário registrado. Também informou a identificação do carro de polícia dos supostos infratores: M-521292.
Os dados podem ajudar as autoridades a investigarem as acusações. O blog entrou em contato com a assessoria de imprensa da PM do Rio de Janeiro que alegou desconhecer essa e as outras denúncias de torcedores questionadas pelo blog. Afirmou ainda que o comando aguarda denúncia formal para poder tomar providências.
Leia abaixo o relato de Júnior e, em seguida, a resposta dada pela assessoria de imprensa da PM ao blog.
“Chegamos por volta das 12h30 ao Rio. Levaram todos os ônibus para o 4º batalhão, perto de São Januário. Ficamos lá cerca de duas horas. Todos sem poder sair dos ônibus e com a janela fechada. Quando alguém abria a janela eles jogavam spray pimenta.
Foi um cenário de horror, as pessoas vomitando dentro dos ônibus com as janelas fechadas. Os que tentavam colocar a cabeça para fora apanhavam de cacetete.
Depois, eles começaram a enfiar 100 num ônibus só, feito sardinha em lata, para ir até o estádio. Só liberavam outra turma quando o ônibus voltasse. Entrei no estádio no fim do segundo tempo. No final, seguraram a gente e começaram a bater sem motivo.
Quando saímos do estádio, eles mandavam entrar em qualquer ônibus. Se você parasse para procurar o seu eles batiam. Imagine, você veio com um ônibus que saiu do Bom Retiro e entra num que é da Estopim da Fiel, de Diadema, como fica?
A escolta levou os ônibus até a Dutra. A gente não tinha comido e bebido o dia inteiro, só nos alimentamos de spray pimenta. Então, no ônibus em que eu estava, decidimos parar para comer num restaurante da rede Graal. Do nada, apareceu na nossa mesa um policial militar com um fuzil e falou: ‘Que algazarra é essa aqui?’ Respondemos que tínhamos o direito de parar para comer. Ele disse: “Vocês têm cinco minutos para ralarem o peito daqui. Senão, o fuzil vai cantar. E o ônibus não está mais aí na porta, está a dois quilômetros daqui”. Pagamos a conta e andamos dois quilômetros, no acostamento, umas 50 pessoas, debaixo de chuva.
Chegamos lá, adivinhe quem estava nos esperando? O mesmo policial, com o fuzil na mão. Mais dois estavam com ele. Eles tiraram a chave do ônibus, disseram que seria apreendido por irregularidades. Outro policial falou que faltava a lista de passageiros. Claro, tivemos que entrar em qualquer um. Não deixariam a gente seguir, mas se cada um desse R$ 10 eles liberariam. Fizemos uma vaquinha, arrecadamos R$ 150, demos pra eles e fomos entrando no ônibus. Aí o mesmo que entrou no restaurante disse: “Vocês foram muito burros. Mais 15 minutos estariam em São Paulo, aqui dentro do Estado Maior é assim”’.
A resposta da assessoria de imprensa da PM, enviada por e-mail:
“A Assessoria de Imprensa esclarece que os ônibus com torcedores do Corinthians apenas ficaram estacionados na frente do 4º BPM. Toda a escolta foi realizada pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios que desconhece a denúncia. O comandante, no entanto, aguarda denúncia formal das pessoas que se sentiram vitimadas para apurar e tomar as devidas providências.”

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